MOSTRA OUTROS CINEMAS

Em sua terceira edição, a mostra Outros Cinemas prossegue até quita-feira (11), sempre às 19 horas, na videoteca da Universidade de Fortaleza – Unifor (Edson Queiroz), com a entrada franca.

Ao todo, serão exibidas 31 produções em curta-metragem de nove estados brasileiros, sendo uma realização conjunta da Sereia Filmes, Lume Filmes e Iluminura Filmes, todos apoiados pelo portal Cinema com Rapadura.

Sem ser em caráter competitivo., a mostra – que traz como intuito maior a difusão da produção audiovisual, além do fomento ao aparecimento de novos realizadores para a área – apresenta nesta edição mais curtas-metragens de dois estados: Rio de Janeiro e São Paulo.

Do primeiro, destacam-se os filmes A Distração de Ivan, de Cavi Borges e Gustavo Melo; Áurea, de Zeca Ferreira; Alguém Tem que Honrar Essa Derrota!, de Leonardo Esteves; Ensaio de Cinema, de Allan Ribeiro; Tira os Óculos e Recolhe o Homem, de André Sampaio; e ZE[S], de Piu Gomes.

De São Paulo, seis serão as produções: Rosa e Benjamin, de Cleber Eduardo e Ilana Feldman; Flores em Vida, de Rodrigo Marques e Eduardo Consonni; JLG/PG, de Paolo Gregori; BOMBA!, de Lara Lima, Marcelo Lima e Renato Coelho; O Divino, de Repente, de Fabio Yamaji; e Minami em Close-up, de Thiago Mendonça.

O Som do Tempo, de Petrus Cariry; Linhas e Espirais, de Diego Akel; Kinetoscopio Mane Coco, de Firmino Holanda; Flash Happy Society, de Guto Parente, e Alto Astral, de Gláucia Barbosa e Hugo Pierrot, são os representantes cearenses, que dividem as atenções ainda com filmes de Pernambuco, Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal, Maranhão e Bahia.

SERVIÇO

MOSTRA OUTROS CINEMAS

Período: Até 11 de novembro de 2010

Local: videoteca da Universidade de Fortaleza – Unifor (avenida Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz).

Horário: 19 horas. Grátis.

Outras informações: mostraoutroscinemas.wordpress.com / @OutrosCinemas (twitter).

Preconceito NÃO

Os ninguéns
(Eduardo Galeano)
As pulgas sonham com comprar um cão, e os ninguéns com deixar a
pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte
a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca,
nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e
mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o
ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e
mal pagos:
Que não são, embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais
da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.

Esse poema foi lido no ultimo dia do encontro regional que aconteceu em São luis, do dia 31 de março a 4 de abril. Naquele momento estávamos discutindo COMBATE AS OPRESSÕES, tanto de gênero e etnia, como também de GLBTT. Esta última ganhou um vigor muito maior do que as outras, não por que seja mais importante, mas por um fato INFELIZ  que foi contato durante a discussão.

Na primeira noite das culturais (festas do encontro)  um CASAL HOMOSSEXUAL  foi AGREDIDO com uma garrafa de água. Um fato lamentável e inadmissível, principalmente, dentro de um ambiente em que primamos por COMBATER esse tipo de prática e de pessoas.

Lembrei de postar esse triste fato aqui por conta de um comentário que uma amiga e aluna ouviu ontem no ambiente de sala de aula de cunho preconceituoso a respeito deste mesmo tema – A HOMOSSEXUALIDADE. Não podemos nos omitir diante desses e de qualquer fato que envolva preconceito e falar por si só já é um grande ato de coragem.

A história inteira vcs podem ver no blog dela:

http://napontadosdedos.wordpress.com/2010/04/23/sera-que-nao-ja-chega/

” Se calarmos as pedras gritarão” – Pedro Tierra

Filme e Palestra: Patativa do Assaré

Cartaz Patativa

Em homenagem ao centenário de Patativa do Assaré e encerrando o ciclo de palestras do semestre, o DAPAS realizou a palestra  “Cante Lá que eu Canto Cá” no dia 27 de Maio a partir das 9h no Teatro Celina Queiroz na Unifor.

Na ocasião  foi exibido o filme “Patativa do Assaré – Ave Poesia” e logo em seguida foi realizado um debate com o diretor Rosemberg Cariry e professor Tadeu Feitosa da UFC.

Tadeu Feitosa e Rosemberg Cariry

Tadeu Feitosa e Rosemberg Cariry

  • Segue matéria “O Poeta Não Morreu” realizada pelo Labjor (Laboratório de Jornalismo da Unifor).